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Jornal CJOB|Informativo

“Juventude que ousa lutar,

constrói o poder popular!”


Com o tema Juventude, Desenvolvimento e Solidariedade, pelo III Prêmio Odair Firmino de Solidariedade, o Coletivo da Juventude ficou entre as 15 experiências selecionadas do País. A Cáritas de Brasília enviou para o Coletivo da Juventude uma cópia da revista sobre o evento e uma agenda 2013 que será sorteada no próximo encontro do grupo.     

 





PRESTAÇÃO DE CONTAS DA FESTA DO COLETIVO DA JUVENTUDE
 “VERMELHO À ESQUERDA”
Considerações iniciais:

Antes de tudo, parabéns a todos e todas! Realizamos um belíssimo evento!
Qualquer um de nós é capaz de fazer um evento, mas fazer um evento coletivamente é uma experiência singular, pois é preciso estar aberto ao outro, é a oportunidade de escutar, de avançar ou recuar em cada opinião, é um movimento puro da dialogicidade, da união.
Foi lindo ver cada equipe se esforçando, fazendo articulações e trabalhando para cumprir com a sua tarefa ou cooperando com outra. Um processo prático de participação popular do início ao fim e uma ótima ocasião para aproximar ou reaproximar alguns jovens do Coletivo da Juventude, pois juntos somos mais fortes!
Não existe erro, existem tentativas de acerto então que tentemos juntos para aprendermos a acertar juntos.
Não diminui o brilho do evento, mas infelizmente não conseguimos arrecadar o que gostaríamos, um fenômeno natural (chuva) ou o deslocamento para os que vinham de longe, foi um limite para alguns, mas assim mesmo tantos outros estiveram conosco, de perto ou de longe comungaram ali com os nossos sonhos.
Somos jovens treinando para construir uma sociedade mais coletiva e participativa, onde caibam todos os nossos sonhos! E esse exercício só se dá na prática!
Olga Benário: Presente!
(Cleiton Henriques)

Prestação de contas: Clique aqui
Fotos do evento: Clique aqui

27º ENCONTRO DE ORGANIZAÇÃO

AMIGOS, APOIADORES E MILITANTES. NO DIA 02 DE FEVEREIRO VAMOS REALIZAR A FESTA DO COLETIVO DA JUVENTUDE PARA COMEMORAR ESSA NOSSA GRANDE CAMINHADA. PARTICIPEM DESSA REUNIÃO DE ORGANIZAÇÃO DESSE GRANDE EVENTO.

No último encontro...


NoN
                No 26º Encontro de discussão do Coletivo da Juventude, houve a avaliação do Evento de Graffite e Pintura, resumidamente constatou - se que mesmo com muitos participantes, a adesão ainda foi baixa segundo a pretensão do evento e que deve-se ampliar ainda mais a participação de jovens de diferentes espaços, contudo esse foi e será um grande desafio. 
              Pontos positivos como a dedicação da Casa Recriar Obra Social, da cooperação de graffiteiros e aprendizes, da relevância e transformação visual do espaço apareceram em várias falas, inclusive de que uma nova edição do evento tem que ser formulada.
         Foi informado para o Coletivo que ele não ficou entre os três escolhidos pela banca nacional do Prêmio Odair Firmino de Solidariedade, mas assim mesmo, os participantes consideram que a participação e reconhecimento apontados pelo “Concurso” ao Coletivo da Juventude já foi de grande relevância.
No encontro, uma dinâmica orientou o assunto sobre a Campanha Contra o Extermínio da Juventude, através de um conjunto de tampinhas que representavam o número de milhar, através de perguntas os participantes eram instigados a separarem um número de tampinhas que representasse aproximadamente a resposta sobre os números de homicídios no Brasil, dessa forma, os números pareceram mais reais, o resultado das perguntas chega a causar uma sensação  constrangedora, são amargos. Uma participante afirmou que pelos números, ela avalia que o seu risco de morte é iminente, ou seja, numa inversão da realidade, a morte é que está dada, nos resta é lutar pra viver, então lutemos pela vida!
         Os dados trabalhados são do Ministério da Saúde: 53% dos homicídios registrados no Brasil atingem pessoas jovens, das quais mais de 75% (dos 53%) são jovens negros (as), de baixa escolaridade, sendo a grande maioria do sexo masculino. Além disso, ao longo da última década tem crescido o número de mortes de jovens negros, que passou de 14.055 em 2000 para 19.255 em 2010.
         De acordo com o Mapa da Violência 2012, a soma de todos os mortos em conflitos armados em um conjunto de dez países, entre os quais estão Iraque, Índia, Israel e Afeganistão, é menor que o total de homicídios ocorridos no Brasil no período de 2004 a 2007 (147.373 contra 157.332 - Brasil). Diante desse cenário, o Plano de Enfrentamento à Violência Contra a Juventude Negra foi inserido como prioridade no Fórum Direitos e Cidadania, coordenado pela Secretaria-Geral da União.
         No último dado  publicado em 2012, no ano de 2010 foram assassinados 8.686 crianças/ adolescentes de 0 a 19 anos. Acrescentando a faixa etária de 0 a 25 anos, esse grupo representa, mais do que a metade, 53% sobre o total das mortes no ano de 2010 no Brasil, desse total de mortes 39,75% são jovens Negros e 13% são Jovens Brancos ou indígenas, para refletir, numa comparação no ano de 2008, entre 98 países o Brasil ficava no 4º Lugar onde eram assassinadas mais crianças entre 01 a 16 anos... O Coletivo lamenta e acredita num país onde será possível viver sem violência, esse país se constrói com justiça Social!
Por fim, foi debatido a partir dos dados anteriores, sobre a ideologia de higienização sobre a diversidade, o jovem, o trabalhador, os credos etc., pregadas pelos capitalistas desse Brasil, e isso impacta seriamente também na questão indígena, que apesar do respaldo público e midiático no momento que é o caso Kaiowá e Guarani, essa é uma situação cotidiana para os índios no Brasil (milenarmente),
Povo que é varrido e assediado pelos latifundiários, grileiros, madereiras, pecuaristas etc. 
Notícias podem ser acompanhadas de forma segura pelo site do Conselho Indigenista Missionário. 
O Coletivo da Juventude Olga Benário se sensibiliza e repudia o descaso das autoridades sobre esse povo tão sofrido.